Estive lendo uma postagem de Eduardo Guimarães, no blogue Cidadania, que propõe uma questão mais sutil que parece à primeira vista. Ele parte de premissas sólidas, nomeadamente que: meios de comunicação como esses do título fazem campanha franca e agressiva para o candidato José Serra; este candidato, exceto se houver uma surpresa imensa, perderá as presidenciais de outubro próximo, por larga margem; os meios de comunicação mencionados não trabalham para perder mais credibilidade, leitores e dinheiro.

Assumindo-se as três premissas acima, parece totalmente ilógica a postura dessas corporações mediáticas, pois apostam no perdedor claro e, ademais, agridem até criminosamente os futuros vencedores. Isso lhes trará uma perda de respeitabilidade – da pouca que ainda lhes resta – desastrosa para sua própria existência.

Seria de esperar-se que ante a ineficácia de sua campanha retornassem ao jornalismo, ou seja, que deixassem de vender suposições ou puras mentiras como notícias e que deixassem de produzir editorias de propaganda à guisa de darem opiniões isentas. Mas, não é isso que se observa, pois seguem aprofundando sua atuação de propagandistas políticos.

Segundo uma lógica mais ortodoxa, estão a estimular que o próximo governo aja no sentido de democratizar a imprensa, de buscar a punição a quanto configurou crimes e ofensas indenizáveis à honra de pessoas e a fazer os concessionários públicos agirem como tal. Quer dizer, estimulam situações que serão fortemente contrárias aos seus próprios interesses.

Cometem suicídio? Buscam a própria falência? Não é razoável supor isso.

As coisas ficam mais claras – e mais logicamente compreensíveis – se estiverem a apostar em algo mais. Se estiverem a apostar em um resultado final independente daquele apurado na abertura das urnas. Nesse panorama, sua atuação encontra uma motivação logicamente perceptível, pois é instrumental ao golpe.

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