Psicologia Social De Mesa De Café

A renúncia do Bispo alemão de Roma às suas funções corporativas foi, por um lado, ato de grandeza: está velho, doente e com medo dos papéis que indicam atividades pouco edificantes do banco Vaticano e da corporação em geral. Por outro lado, foi infame, pois revela pouca preocupação pelo antecessor, que foi deixado a fazer [...]

Continue lendo sobreO Bispo alemão de Roma renuncia às funções. O subornado apaixonado e o culto são diferentes e semelhantes.

Não me alongarei; tentarei ser o mais breve. A existência de garantias formais jurídicas serve ao Sobrado como amparo ao discurso de que nada mais precisa ser feito e que há igualdade no país. Mentira. Entre garantias formais e a efetividade delas, de maneira a superar ou diminuir a dicotomia com os Mucambos, vai longa [...]

Continue lendo sobreCidadão de segunda classe. Ou, Sobrados e Mucambos precisa apenas de novos nomes.

Andrei Barros Correia em 20/01/13

Se há qualquer coisa que se aproxima de oposição ao natural, ela é o discurso, ou seja, alguma proposição estruturada a partir de linguagem. Ainda assim, é oposição no limite do paradoxo, porque a linguagem, ela também, é natural à espécie humana, ao menos potencialmente. O natural pode definir-se como ontologia total da matéria, excluindo-se [...]

Continue lendo sobreA invenção do natural como normal.

Andrei Barros Correia em 14/01/13

Pessoas e grupos tendem a achar-se o centro em torno de que as coisas giram e isso é manifestação de auto-referência com muita inércia. Parece mesmo uma tendência de psicologia social, tão amplos são os efeitos. Alguns lugares-comuns refletem a atitude de projetar o todo como símile da situação pessoal e de grupo restrito. Aqui, [...]

Continue lendo sobrePercepção reduzida por projeção da parte sobre o todo.

Parte da classe média brasileira delira em gozo extático com o linchamento que o Supremo Tribunal Federal, apoiado e estimulado por grande parte da imprensa brasileira, promove contra réus que não deveriam nem mesmo serem julgados naquela corte. Essa gente já disse Anauê com muita satisafação. As massas são assim e as coisas pioram quando [...]

Continue lendo sobreJulgamento no STF começa como farsa e segue como violação à constituição.

Andrei Barros Correia em 09/09/12

A maior parte daquilo que as pessoas respeitáveis e seu público fiel reputam teoria da conspiração não passa realmente de tolices. Geralmente, boas informações são precariamente conectadas, por pessoas que entreviram o escândalo mas não podem traçar suas linhas genéticas. Outra parte disso que se chama teoria de conspiração é precisamente o que ocorre, evidente, [...]

Continue lendo sobreQuando o controle social passivo não basta.

Andrei Barros Correia em 19/08/12

As maiores violências são as mais ricas em sutilezas, assim como as maiores amabilidades. Falso paradoxo, pois a sutileza é potência ambivalente e pode ser em ato qualquer coisa, sempre mais que ela realizada mediante brutalidade. A censura positiva é brutal, ela desce com o peso da estupidez a interditar o que não pode ser [...]

Continue lendo sobreA censura ao silêncio.

Andrei Barros Correia em 25/07/12

Os maiores sociólogos do senso-comum que há, nas cidades grandes, são os taxistas. Eles são conservadores, em sua maioria, mas não são desonestos intelectualmente, ou seja, não estão a representar papéis aparentemente complexos. Táxis em Buenos Aires ainda são meio de transporte relativamente barato e, portanto, interessante para deslocamentos grandes. Para pequenas e médias distâncias, [...]

Continue lendo sobreIgnorância afirmativa: o que tem de argentino no Colón?

Andrei Barros Correia em 06/07/12

O ouro a serviço da feiúra. Não me lembro se é n´A rebelião dos anjos ou em Os deuses têm sede que Anatole France faz um personagem dizer que a burrice é pior que a má-fé, porque a primeira é incansável e dorme nunca, enquanto a segunda pára para descansar, eventualmente. Trata-se de uma fala [...]

Continue lendo sobreA coluna áurea.

Andrei Barros Correia em 09/11/11

Alguns fatos e opiniões puseram-me a pensar no que caracteriza o humano e, consequentemente, o que poderia indicar e significar um regresso. Uma pequena caminhada ajudou-me, como quase sempre, trazendo um e outro pedaço de percepção que preciso articular. Primeiro, não se trata de apontar a ocorrência de um regresso atual ou as épocas em [...]

Continue lendo sobreRegresso Humano.